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sem ganasagora em versão medicada!
Aqui jaz
j f
morreu
como tinha vivido
sem ganas

Joan Fuster

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

The damned sewer

Numa carta de 1945, Nancy Mitford conta a Evelyn Waugh como o pai dela dizia não ser o mesmo desde o dia em que leu um livro que acabava mal (Tess of the d'Urbervilles, 1891). Nas notas da correspondência consta que "Thomas Hardy's novel was read aloud to Lord Redesdale by his wife soon after they married. When he began to cry at the book's ending, she conforted him with:
«Oh darling, it's only a story.»
«What?» he stormed. «Do you mean the damned sewer invented it?»"


Há anos conheci uma rapariga que dizia sentir-se traída cada vez que ia ao cinema e o filme não tinha um final feliz.


Em Northanger Abbey (1803, Jane Austen), um dos subtemas é o contraste entre a leitura de fantasias góticas (feminina) e de manuais de história (masculina). Catherine é atraída pelos romances de aventuras de Ann Radcliffe; romances onde, ao contrário da história da humanidade — história de homens, escrita por homens, resultando na quase total ausência de mulheres que não como papel de parede —, as mulheres tinham um lugar, nem que fosse como vítimas indefesas. A identificação com essas personagens resultava no equivalente das nossas telenovelas.
A crítica do papel subserviente que a sociedade reservava às mulheres tinha sido feita anteriormente pela mãe da Mary Shelley: Mary Wollstonecraft, A vindication of the rights of woman (1792). O livro é um pastel, mas meritório.

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