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sem ganasagora em versão medicada!
Aqui jaz
j f
morreu
como tinha vivido
sem ganas

Joan Fuster

quinta-feira, 3 de março de 2011

Humano, demasiado humano

Por exemplo, quando descreve a reacção do jovem Hitler a ler Karl May - as notas baixaram por causa do tempo passado a ler. Não teve medo de o humanizar?
entrevista de Mª João Guimarães a Timothy Ryback (Hitler: o ditador era um leitor fanático, Público, 01.03.2011)
«Não teve medo de o humanizar?» Era suposto o quê?, apresentá-lo como extra-terrestre?, uma ténia?, um preservativo assassino?

Já a propósito d'A Queda havia surgido essa questão: mostrar que Hitler era um homem — e não um cogumelo alucinogénico — poderia ter efeitos nefastos na juventude. Think of the children. É nestas alturas que convém lembrar a «D. Eufrázia Veiga, proprietária da Pensão São Mamede, que, amiúde, mandava por uma criada terrinas de canja fumegante» a Salazar, a quem, com ternura, chamava «Doutor Antoninho» (Máscaras de Salazar, 2007, Fernando Dacosta).

Doutor Antoninho. Isto devia ser divulgado. Haverá skinhead ou taxista capaz de idolatrar um tipo conhecido por «Doutor Antoninho»? Não creio.

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